domingo, 5 de junho de 2016

Loanda: Escravas, Donas e Senhoras, de Isabel Valadão

Livro pequeno, é suposto ser um romance mas de romance diria que tem pouco pois relata a vida, em Angola mais especificamente Loanda (futura Luanda), de duas mulheres durante o período que vai de 1637 a 1660 , do século XVII.
A história é nos apresentada separada, primeiro é contada a de Maria Ortega.  E segundo, a história de Anna de São Miguel, somente nesta última é que as duas se encontram e fazem parte do dia-a-dia de cada uma, e nós, leitores, percebemos o porquê de ser assim.
O melhor  mesmo é o contexto histórico dos quais destacam-se três eventos durante estes anos, restauração da independência portuguesa, que estava sob o jugo dos espanhois, conquista de Loanda aos Holandeses, e mais tarde a sua reconquista, mas além da parte histórica o quotidiano, relatando as condições da altura e o clima que enfrentavam.
Sinopse:
No século XVII, duas mulheres deixaram o seu rasto na história da cidade de Luanda. À sua volta teria gravitado um sem número de indivíduos, fidalgos, traficantes, degredados, escravos e libertos. Uns, foram personagens marcantes do seu tempo, outros, simplesmente anónimos no papel de figurantes, todos eles se fazendo parte de um específico contexto historiográfico da colónia angolana. Se existiram realmente ou se foram, apenas, o retrato fugaz de uma época, não há certezas, embora tenham perdurado de alguns vestígios de memórias escritas.» Através do retrato de Maria Ortega e Anna de São Miguel, a autora leva-nos até Luanda do século XVII, de encontro ao percurso, queda e ascensão dos escravos e exilados do reino português. Cruzando a História com um ritmo narrativo forte e surpreendente, Loanda é ainda marcada pelo tom biográfico de personagens que deixaram a sua marca naquele território. 
Boas leituras

sábado, 4 de junho de 2016

Pequeno Xaile Larkspur - update

Durante o fim-de-semana fui rematando as pontas que tinha e mostro como está.

 Tem de comprimento 108 cm e de altura, contando a sua parte mais bojuda o bico, 60 cm. E enquanto fazia fui vendo filmes vi The curse of the sleeping beauty e Jurassic world...

Bom fim de semana.

Casado até Quarta (The Weekday Brides, #1), de Catherine Bybee

Livro pequeno, de rapida leitura e agradável.
Relata a história de um conde inglês que procura uma noiva para poder ficar com a herança, e é uma das disposições de última vontade do testamento de seu pai, que vai sofrendo alterações a medida que vão sendo cumpridas. Após contactar uma agência para esse fim decide não aceitar as possiveis candidatas mas sim a própria gerente. E o amor começa.
Sinopse:
Blake Harrison: Rico, de boas famílias, encantador… e a precisar de uma mulher que se case com ele até quarta-feira. Blake pede ajuda a Sam, que afinal não é o homem de negócios que ele pensava. Pelo contrário, Blake depara com Samantha Elliot, uma mulher linda e arrojada com uma voz de fazer perder a cabeça.
Samantha Elliot:
Dona de uma agência matrimonial, ela própria não está disponível para o casamento… quer dizer, até Blake lhe oferecer dez milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele e, além disso, o dinheiro vai ajudar imenso nas contas do médico da família de Sam. A única coisa que ela tem de fazer é guardar para si a atração que sente pelo marido e evitar a cama dele. Porém, é difícil resistir aos beijos ardentes de Blake e ao seu charme sensual são demasiado difíceis de resistir. O contrato de casamento previa tudo e mais alguma coisa… menos que se apaixonassem. 
Boas leituras

terça-feira, 31 de maio de 2016

Um estranho nos meus braços, de Lisa Kleypas

Livro curto e de rápida leitura, um romance agradável.
O herói é o máximo neste livro, tudo faz para conquistar a sua cara-metade, a heroína é retratada como sendo o epítemo da caridade, para com as crianças e os idosos, mas fria para com o marido.
Sinopse:
«Lady Hawksworth, o seu marido não está morto…». Lara não podia acreditar no que estava a ouvir. O seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? Lara não conseguiu controlar a emoção quando reencontrou Hunter. O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter. Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa pequena caixa, a mesma que ela lhe dera há três anos quando aquele partira para a Índia. Mas, ao mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado. Mas será aquele homem realmente o seu marido ou um impostor a cujos braços Lara se entrega na busca da felicidade tão desejada?
Boas leituras

segunda-feira, 30 de maio de 2016

86ª Feira do Livro de Lisboa

Olá meninas, como estão?
Fui passear após o trabalho, dar corda ao sapatos pelo Parque Eduardo VII vendo livros e quiosques de refeições ^_^ . Não consegui resisitir aos livros cuscando todos os que vi e todas as bancas. Os preços infelizmente estão muito salgados por isso virei para os livros de bolso (faz algum tempo) em que três editoras têm se virado para este tipo de modelo (11x17), apesar de existirem livros de diversificados tamanhos.

São eles Casado até quarta, de Catherine Bybee; Loanda, de Isabel Valadão; e, por último, Jardim dos segredos, de Kate Morton. E não resisti a este saco, veio para casa comigo.
 Espero que estejam a LER pois prejudica gravemente a Ignorância.

domingo, 29 de maio de 2016

Frases indiscutivelmente verdadeiras

"O problema é que temos muito mais coisas que precisamos ou queremos. Se você aprender a escolher seus pertences adequadamente, ficará apenas com o volume que cabe perfeitamente na sua casa, não importa o tamanho que ela tenha. Esta é a verdadeira mágica da organização."
in Marie Kondo. (2015) A mágica da arrumação. Sextante. Rio de Janeiro. Pág. 55

quinta-feira, 26 de maio de 2016

The Dressmaker, de Rosalie Ham

 Ao ler apercebemo-nos do dia-a-dia numa pequena comunidade rural, dependente do trigo como meio de subsistência, durante a década de 50. E, tal como todas as aldeias todos sabem da vida de cada um, utiliza personagens-tipo como forma de caracterizaçao (a doente, o molestador, o polícia queer, o atleta, etc) e salienta o pior que existe na raça human, a inveja e a competição, levada ao extermo. Conta a história de Tilly (Myrtle) Dunnage, costureira de profissão, que volta a sua terra natal para visitar a sua mãe e acaba ficando, principalmente quando vê o estado em que ela está. Descreve as voltas e reviravoltas que ela cria para os habitantes da aldeia como forma de se vingar de tudo o que lhe fizeram, passado e presente. 
 Adorei, admito que em algumas alturas os termos para a roupa me passavam ao lado, tanto em inglês como seria em português, alguns nomes de costureiros também, mas tal não impede de disfrutar do enredo. Admito ainda que quase no fim destestei o livro e tive que parar por um pouco, para me acostumar à ideia (não gostei nada desta parte), mas gostei do fim dado pela autora.
Sinopse:
A darkly satirical novel of love, revenge, and 1950s haute couture—soon to be a major motion picture starring Kate Winslet and Liam Hemsworth. After twenty years spent mastering the art of dressmaking at couture houses in Paris, Tilly Dunnage returns to the small Australian town she was banished from as a child. She plans only to check on her ailing mother and leave. But Tilly decides to stay, and though she is still an outcast, her lush, exquisite dresses prove irresistible to the prim women of Dungatar. Through her fashion business, her friendship with Sergeant Farrat—the town’s only policeman, who harbors an unusual passion for fabrics—and a budding romance with Teddy, the local football star whose family is almost as reviled as hers, she finds a measure of grudging acceptance. But as her dresses begin to arouse competition and envy in town, causing old resentments to surface, it becomes clear that Tilly’s mind is set on a darker design: exacting revenge on those who wronged her, in the most spectacular fashion.
Boas leituras