segunda-feira, 8 de junho de 2015

Almofada a caminho...

 Tenho uma almofada grande, de 50 cms por 50, que não tem uma fronha, já está assim há anos apesar de várias ideias nunca cheguei a fazer nada para ela. Ao cuscar pelo blog da Tita encontrei uma foto que gostei e me servirá de exemplo. Tenho alguns restos de novelos de lã mas também de acrilico que utilizarei para ela.

 Ainda não me decidi como fazer, os dois lados iguais desta forma, ou um igual e o outro com vários quadrados de diferentes versões do granny square. Vamos ver.... Aqui está o inicio, agulha utilizada n.º 3 e aqui é ulizado um restinho de fio de lã (que calor) em tom de castanho e cinza. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Feira do Livro

Olá minha gente
Fomos à feira do livro, de forma a não apanhar muito calor e muita gente a cirandar por lá, fazendo o mesmo que nós.  Notava-se que tinha gente aquela hora quando chegamos, quase 18h, e o calor ainda se fazia sentir. Muitas bancas para cuscar, promoções do livro do dia apeteceveis.
As compras: 

Não resisti, havia imensos livros para colorir, não é por nada que está tanto em voga. Com vários temas desde aos mais básicos tipo animais, formas geométricas, mandalas como também os menos usuais como A arte da guerra.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Terra Sonâmbula, de Mia Couto

Livro-fábula de uma profundidade fascinante, mistura de factos reais com a fantasia, incorporando ainda partes da cultura moçambicana. Aborda várias questões sérias de uma forma realista e fantasiosa: da história de Moçambique a guerra da Independência e a guerra civil (26 anos no total).
Gostei da história dentro da história onde o narador nos fala de um cenário pós-guerra enquanto as personagens principais estão no autocarro queimado mas visita, através das leituras dos tais cadernos, os acontecimentos da guerra e suas pessoas.
Do ponto de vista lexical algumas das palavras no livro fazem-nos sorrir e demonstram como a língua portuguesa é versatil e renovadora.
Palavras: machinbombo, sozinhando, zucazaruca...
Sinopse:
Moçambique, década de 1990. Numa terra devastada pela guerra, um menino sem memória é encontrado por um velho errante. Muidinga e Tuahir, ambos marcados por conflitos que não entendem, desprovidos de passado e de esperança. Unidos, fazem de um machimbombo incendiado a sua casa, e de um diário, encontrado junto de um cadáver, a sua demanda. Nas linhas do caderno, Muidinga acredita ter um mapa que o levará de volta à sua mãe. Nessa busca, o insólito par descobre-se, reinventa-se, enfrenta a insanidade e a miséria que grassam em seu redor, e recusa deixar morrer o alento. Tal como a terra que percorrem sem destino, uma terra que nunca dorme, nunca descansa, uma terra sonâmbula.
Já adaptado ao cinema, Terra Sonâmbula foi considerado um dos doze melhores romances do século XX em África. Cruza elementos da cultura tradicional moçambicana com a própria história do país, realismo e magia, factos e símbolos, Terra Sonâmbula é, acima de tudo, um hino ao poder dos sonhos e da vida.
Boas leituras

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Frases indiscutivelmente verdadeiras

"Não é a estória que o fascina mas a alma que está nela. E ao ouvir os sonhos de Tuahir, com os ruídos da guerra por trás, ele vai pensando: «não inventaram ainda uma pólvora suave, maneirosa, capaz de  explodir os homens sem os matar. Uma pólvora que, em avessos serviços, gerasse mais vida. E do homem explodido nascessem os infinitos homens que lhes estão por dentro»."

in Couto, Mia. (2014) Terra Sonãmbula. Edições BIS - Leya. Alfragide. Pág. 69

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Frases indiscutivelmente verdadeiras

"A guerra é uma cobra que usa os próprios dentes para nos morder."
in Couto, Mia. (2014) Terra Sonãmbula. Edições BIS - Leya. Alfragide. Pág. 17